Eficiência de uso do nitrogênio (NUE) no milho: como produzir mais com menos perdas  - Cibra Fertilizantes

Eficiência de uso do nitrogênio (NUE) no milho: como produzir mais com menos perdas 

A importância do nitrogênio para altas produtividades de milho 

O nitrogênio é o nutriente mais demandado pela cultura do milho e exerce influência direta sobre o crescimento vegetativo, o índice de área foliar, a fotossíntese e a formação de grãos. Lavouras bem nutridas com nitrogênio apresentam maior potencial produtivo, porém, na prática, grande parte do fertilizante aplicado não é aproveitada pela planta.

Estima-se que, em sistemas convencionais, menos de 50% do nitrogênio aplicado é efetivamente convertido em produtividade, enquanto o restante é perdido por volatilização, lixiviação e desnitrificação, elevando custos e riscos ambientais. 

Nesse contexto, a eficiência de uso do nitrogênio (NUE – Nitrogen Use Efficiency) tornou-se um dos principais indicadores de desempenho agronômico e econômico da adubação nitrogenada no milho. 

O que é eficiência de uso do nitrogênio (NUE)

A eficiência de uso do nitrogênio pode ser definida como a capacidade da planta em absorver, assimilar e transformar o nitrogênio disponível no solo em biomassa e rendimento de grãos. Na prática, uma alta NUE significa produzir mais milho com a mesma quantidade — ou até com menor quantidade — de fertilizante nitrogenado. 

Do ponto de vista do produtor, melhorar a NUE representa redução de custos por hectare, maior estabilidade produtiva e menor dependência de doses elevadas de nitrogênio, especialmente em cenários de alta nos preços dos fertilizantes. 

Principais fatores que limitam a eficiência do nitrogênio no milho 

Diversos fatores interferem na eficiência do uso do nitrogênio na cultura do milho. Entre os mais relevantes estão a aplicação de doses acima da necessidade real da cultura, o uso de fontes altamente suscetíveis à volatilização, a falta de sincronização entre a aplicação do fertilizante e a demanda da planta, além de condições climáticas adversas, como altas temperaturas e chuvas intensas após a adubação. 

Estudos recentes demonstram que aplicações excessivas de nitrogênio raramente resultam em ganhos proporcionais de produtividade e, na maioria dos casos, reduzem a eficiência agronômica e econômica do nutriente, aumentando as perdas para o ambiente. 

Estratégias práticas para aumentar a NUE na lavoura de milho 

Ajuste correto da dose de nitrogênio 

Pesquisas publicadas em revistas científicas de alto impacto indicam que existe uma faixa ótima de aplicação de nitrogênio para o milho, na qual o rendimento é maximizado sem comprometer a eficiência de uso. Doses acima desse ponto elevam o custo da adubação e reduzem o aproveitamento do nutriente pela planta. 

A recomendação técnica deve considerar histórico da área, teor de matéria orgânica do solo, cultura antecessora e expectativa de produtividade, evitando aplicações padronizadas que desconsiderem as particularidades de cada talhão. 

Fracionamento e época de aplicação 

O fracionamento da adubação nitrogenada é uma das estratégias mais eficientes para aumentar a NUE. A divisão do nitrogênio entre a semeadura e aplicações em cobertura, especialmente nos estádios de maior demanda, permite melhor sincronização entre oferta e absorção do nutriente. 

Estudos recentes mostram que essa prática reduz perdas por lixiviação e volatilização, além de aumentar a recuperação do nitrogênio aplicado pela planta. 

Uso de fertilizantes com tecnologias de eficiência 

O uso de fertilizantes nitrogenados com inibidores de urease, inibidores de nitrificação ou de liberação controlada tem apresentado resultados consistentes no aumento da eficiência de uso do nitrogênio no milho. Essas tecnologias reduzem as perdas iniciais após a aplicação, mantendo o nutriente disponível por mais tempo na zona radicular. 

Ensaios de campo demonstram que a adoção dessas fontes pode resultar em ganhos de produtividade e maior eficiência agronômica, especialmente em ambientes de alta temperatura e sistemas de plantio direto. 

Agricultura de precisão aplicada ao nitrogênio 

Ferramentas de agricultura de precisão, como sensores ópticos, índices de vegetação (NDVI) e medidores de clorofila (SPAD), têm sido cada vez mais utilizadas para orientar a adubação nitrogenada em tempo real. Essas tecnologias permitem ajustar doses conforme a necessidade real da planta, reduzindo desperdícios e aumentando a eficiência do fertilizante aplicado. 

Para o produtor, isso significa aplicação mais assertiva, melhor aproveitamento do investimento em nitrogênio e maior uniformidade da lavoura. 

Eficiência agronômica e retorno econômico caminham juntos 

Do ponto de vista comercial, melhorar a eficiência de uso do nitrogênio não significa apenas reduzir doses, mas sim aplicar o nutriente certo, na dose certa, no momento certo e com a tecnologia adequada. Trabalhos científicos recentes demonstram que estratégias focadas na NUE aumentam o retorno econômico da adubação nitrogenada, ao mesmo tempo em que reduzem riscos produtivos e ambientais. 

Em um cenário de margens cada vez mais apertadas, o manejo eficiente do nitrogênio deixa de ser apenas uma recomendação técnica e passa a ser uma ferramenta estratégica de competitividade para o produtor de milho. 

Considerações finais 

A eficiência de uso do nitrogênio é um dos pilares para a sustentabilidade e rentabilidade da cultura do milho.

Ajuste de dose, fracionamento da aplicação, uso de tecnologias fertilizantes e ferramentas de agricultura de precisão são estratégias comprovadas cientificamente para aumentar a produtividade com menor desperdício de nitrogênio.

A adoção dessas práticas permite ao produtor produzir mais, gastar melhor e reduzir impactos ambientais, alinhando eficiência agronômica e retorno econômico. 

Para aumentar a eficiência do uso do nitrogênio e garantir maior segurança nas aplicações a lanço, o uso de inibidores de urease é uma estratégia essencial.

A linha Nitrocap®, da Cibra, atua retardando a ação da enzima urease por até 10 dias, reduzindo as perdas por volatilização em 50 a 60% em comparação à ureia comum.

Essa tecnologia permite maior flexibilidade operacional, amplia a janela para incorporação do fertilizante pela chuva ou irrigação e assegura maior aproveitamento do nitrogênio pelas plantas. 

Referências científicas  

  • Cassman, K. G. et al. Agroecosystems, nitrogen-use efficiency, and nitrogen management. Ambio, 2002. 
  • Ciampitti, I. A.; Vyn, T. J. Physiological perspectives of maize nitrogen use efficiency. Field Crops Research, 2012. 
  • Dawar, K. et al. Enhancing nitrogen use efficiency and yield of maize through ammonia volatilization mitigation. BMC Plant Biology, 2024. 
  • Hawkesford, M. J. et al. Improving nitrogen use efficiency in crops. Plant Physiology, 2014. 
  • Jiang, Y. et al. Meta-analysis of nitrogen fertilizer effects on maize yield and NUE. Frontiers in Plant Science, 2024. 
  • Li, Y. et al. Nitrogen management strategies to improve maize productivity. Journal of Integrative Agriculture, 2024. 

Confira também: Como otimizar o uso de nitrogênio na cultura do milho

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