Planejar a aquisição de insumos é um dos momentos mais importantes na definição dos custos de produção agrícola. Com a demanda aquecida dos fertilizantes (47 milhões de toneladas) o Brasil precisa estar preparado para as pressões globais e a volatilidade do mercado internacional.
Oferta e Demanda em 2026
Projeções do Rabobank indicam entregas recorde de 47 milhões de toneladas de fertilizantes em 2026, impulsionadas por safras maiores de soja (177,67 milhões de toneladas, +3,6%) e algodão (4,09 milhões de toneladas, +0,7%), de acordo com a Conab.
A demanda global pode recuar devido a preços altos, mas o Brasil se destaca pela competitividade das commodities e relações de troca favoráveis.
A grande demanda recente de Super Fosfato Simples (SSP) e sulfato de amônio (SAM) tenderam à elevação nos preços/tonelada, impactando na tomada de decisão de aquisição dos insumos.
Influências em Preços
O preço dos fertilizantes no Brasil é fortemente influenciado pelo câmbio, já que cerca de 85% a 90% do consumo nacional depende de importações. Quando o dólar se mantém elevado, na faixa de R$5 a R$6, os custos de aquisição aumentam e pressionam o orçamento do produtor.
Por outro lado, momentos de queda do dólar criam oportunidades para melhorar o poder de compra e antecipar aquisições. Além do câmbio, fatores geopolíticos, como as sanções a países fornecedores — especialmente Rússia e Belarus —, afetam a oferta global e aumentam a volatilidade dos preços.
No cenário interno, o Plano Nacional de Fertilizantes (PNF) busca reduzir essa dependência no longo prazo, com a reativação de fábricas como a Fafen-SE e a Fafen-BA prevista para 2026. Já no mercado internacional, as tensões comerciais entre Estados Unidos e China favorecem as exportações brasileiras de soja, fortalecendo a renda do produtor e sustentando investimentos em insumos agrícolas.
Como esses fatores impactam a compra de fertilizantes no agro
Câmbio (dólar alto ou baixo)
O Brasil importa cerca de 85% a 90% dos fertilizantes que consome. Isso significa que:
- Dólar alto (R$5–6) encarece fertilizantes, defensivos e matérias-primas, pressionando o custo de produção do agricultor.
- Quedas no dólar melhoram o poder de compra, criando janelas estratégicas para antecipar compras, travar preços ou formar estoque.
Impacto direto: o momento da compra passa a ser tão importante quanto a necessidade agronômica.
Geopolítica e sanções internacionais
Países como Rússia e Belarus são grandes fornecedores globais de potássio e nitrogenados. Sanções econômicas:
- Reduzem a oferta global
- Aumentam a volatilidade dos preços
- Criam riscos de ruptura logística
Impacto direto: maior imprevisibilidade de preços e prazos de entrega, reforçando a importância de planejamento antecipado.
Plano Nacional de Fertilizantes (PNF)
O PNF busca reduzir a dependência externa do Brasil para 50% até 2050, com ações como:
- Reativação de fábricas nacionais (ex.: Fafen-SE e Fafen-BA previstas para 2026)
- Estímulo à produção interna de nitrogenados e fosfatados
Impacto direto: no curto prazo, os efeitos ainda são limitados, mas no médio e longo prazo o plano tende a reduzir riscos de oferta e volatilidade de preços.
Tensões comerciais EUA x China
Conflitos comerciais entre grandes potências:
- Favorecem o Brasil como fornecedor de soja
- Aumentam a demanda externa e a receita do produtor
Impacto indireto: maior rentabilidade da soja incentiva investimentos em tecnologia, nutrição e fertilidade do solo, sustentando a demanda por insumos.
Dicas para Planejamento
- Tenha em mãos o conhecimento histórico de seu custo de produção.
- A relação de troca “barter” entre insumo por saca de grãos ou @ de fibras direcionam com maior clareza a tomada de decisão.
- Fique atento às flutuações de frete rodoviário para o transporte de fertilizantes entre os diferentes trimestres do ano para validação das janelas de entregas nas fazendas.
Sazonalidades por Cultura
- Soja (plantio set-jan, Mato Grosso/PR): Compre fosfatados/potássicos agora (15% já contratados), pois pesam nos custos 2026/27.
- Milho (1ª safra ago-dez; safrinha jan-mar): Foque ureia para safrinha em maio, antecipando gargalos logísticos.
- Café (floração set-out): Planeje potássio para pós-colheita, com demanda estável.
- Algodão (plantio fev-abr): Aumente superfosfatos para expansão de área (+3,5%).
- Hortifruti (varia por região, ex. tomate ago): Use nitrogenados precisos para ciclos curtos no Sul/SP.
- Pastagem (reforma ano todo): Opte por misturas econômicas para vigor em estações secas.
Adote essas estratégias para elevar produtividade, com foco em logística eficiente e produtos disponíveis no momento certo.
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Referências:
- Brasil Agro – Compras antecipadas devem manter ritmo forte em 2026.
https://www.brasilagro.com.br/conteudo/fertilizantes-compras-antecipadas-devem-manter-ritmo-forte-em-2026.html
- Agência Brasil – Brasil deve ter nova safra recorde de grãos em 2025/2026 (Conab).
https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2025-09/brasil-deve-ter-nova-safra-recorde-de-graos-em-202526-diz-conab
- Broadcast – Brasil vai reduzir importação até 2025 (Embrapa).
https://www.broadcast.com.br/ultimas-noticias/embrapa-brasil-vai-consumir-mais-70-de-fertilizantes-ate-2050-e-reduzir-importacao-para-50/
- Argus Media – Adubo de alta concentração pode ganhar espaço no Brasil.
https://www.argusmedia.com/es/news-and-insights/latest-market-news/2771347-adubo-de-alta-concentracao-pode-ganhar-espaco-no-brasil
- Cibra – Guia para planejar a compra de fertilizantes: Safra e Safrinha.
https://www.cibra.com/noticias-agricolas/mercado/guia-para-planejar-a-compra-de-fertilizantes-safra-e-safrinha/









