Nitrogênio:
uso e
aplicação

O Nitrogênio (N) é o nutriente requerido em maior quantidade para as plantas de interesse agronômico.

É constituinte de metabólitos fundamentais para o desenvolvimento vegetal, como aminoácidos, proteínas, enzimas, ácidos nucléicos (DNA e RNA), e vitaminas. As formas de N absorvidas pelas plantas são nitrato (NO3) e amônio (NH4+). A chegada destes íons até as raízes acontece por fluxo de massa juntamente com a água que a planta absorve.

No solo, acontecem várias reações químicas envolvendo o N. Essas reações são influenciadas pelo meio, que altera diretamente a dinâmica do elemento, por sua vez, altera a absorção do N pelas plantas. Merecem destaque, a fixação de N pelas leguminosas, a lixiviação do nitrato (NO3), volatilização de amônia (NH3) e emissões de óxidos de nitrogênio. (Batista et al., 2018)

A volatilização de NH3 é um dos processos de perda de N mais comuns na agricultura, principalmente por conta da utilização da ureia (CO(NH2)2), que é o fertilizante nitrogenado mais utilizado. A ureia é transformada pela ação da enzima urease, que favorece a transformação do NH4+ em NH3, que é um gás que se volatiliza, ou seja, perdido para atmosfera. Esta volatilização pode atingir mais de 50% do N total aplicado via ureia (Tasca et al., 2011)

Para reduzir estas perdas, algumas ações podem ser tomadas, por exemplo: a incorporação mecânica da ureia até cerca de 10 cm no solo já seria suficiente para evitar perdas de NH3. Entretanto esta operação, é de baixo rendimento operacional o que em muitas situações inviabilizam a sua adoção. Além disso, em função da quantidade e palhada em plantio direto pode dificultar este manejo. Aplicar a ureia em solo seco também pode ser uma alternativa interessante, o ponto chave de êxito desta aplicação seria aplicar o fertilizante anteriormente a uma chuva ou irrigação de cerca de 15 mm. Este volume seria suficiente para incorporar o N no solo e evitar as perdas. Apesar disso esta prática se torna um tanto quando instável quando não há sistema de irrigação, uma vez que efetivação de uma previsão de chuva não é, via de regra, sempre precisa.

A utilização de ureia estabilizada com uso de inibidores de urease (mais conhecidos como N-butil tiofosfórico triamida ou NBPT) aos fertilizantes nitrogenados seria uma excelente estratégia de manejo para reduzir a volatilização. Existem vários trabalhos científicos que mostram que utilizar ureia com NBPT reduzem as perdas por volatilização. Por exemplo, Soares, (2011) mostrou que ureia estabilizadas reduziu a volatilização na ordem de 52–53%, comparado a ureia branca (sem tratamento).

Em uma revisão de literatura feita por Cantarella et al. (2018) foi mostrado que o uso de ureia estabilizada com NBPT, aumentou 6% de produtividade em diversas culturas quando comparada com a ureia branca (sem tratamento). Por isso utilizar ureia estabilizadas de empresas idôneas e consolidadas no mercado é de extrema importância para buscarmos sempre elevar a eficiência do uso do nitrogênio e consequentemente rentabilidade a atividade agrícola. Para isso a CIBRA fertilizantes conta com a linha de produtos Nitrocap que é a segurança da aplicação do nitrogênio pelo agricultor, reduzindo drasticamente as perdas por volatilização.

Referências

BATISTA, M.A.; INOUE, T.T.; ESPER-NETO, M.; MUNIZ, A.S. Princípios de fertilidade do solo, adubação e nutrição mineral. In: BRANDÃO-FILHO, J.U.T.; FREITAS, P.S.L.; BERIAN, L.O.S.; GOTO, R. Hortaliças-fruto. Maringá: EDUEM, 2018. p.113-161. 

CANTARELLA, Het al. Agronomic efficiency of NBPT as a urease inhibitor: A review. Journal of advanced research, v. 13, p. 19-27, 2018.

Soaras (2011). Efeito de inibidores de urease e de nitrificação na volatilização de NH3 pela aplicação superficial de ureia no solo (Effect of urease and nitrification inhibitors on NH3 volatilization with surface-application of urea to soil)
Agronomic Institute of Campinas, Campinas (2011)

Tasca FA, Ernani PR, Rogeri DA, Gatiboni LC, Cassol PC. Volatilização de amônia do solo após a aplicação de ureia convencional ou com inibidor de urease. Rev Bras Cienc Solo. 2011;35:493-509.

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